Que saudades eu tenho, África minha!
Da cor do mar, do Sol a arder na pele,
Da chuva repentina que adivinha
A sede que ao chão faz lanho a cinzel...
Ao sol, quando na rua vou sozinha,
Não esqueço o cajueiro e a sombra dele:
Dos cheiros e sabores eu guardo o mel
Da manga e da papaia madurinha...
E como não lembrar a teimosia
Do tempo, que na imensa serrania
Lavrou perfis do Negro em cada monte!?...
E mais outro igual não há sol-poente
Que se afoga a correr na serra adentro,
E traz perto da praia o horizonte!...
A fotografia aérea da serra das "Cabeças de Velho", em Nampula/Moçambique, fala por que a magnitude do cenário só poderia caber onde a humildade poética não tivesse tamanho.
In Poesia que a mágoa tece - 2007
5 comentários:
Não te ouvi dizer este poema na sessão de 5ª feira, porque não estive presente.
Um dia ouvirei.
Muitos beijos.
África não se deixa esquecer nunca.
Um beijo e obrigada...
Africa mora, é parte do meu ser, senão a totalidade, este poema maravilhoso mostra-o.
Jhs
Olá Francília
Infelizmente nunca fui a África mas sei que é linda,e apresentada pelos seus sonetos ainda tem mais encanto.
Um grande beijo.
Liliana Josué
Há uma parte de mim que ficou em Moçambique. A Cabeça de Velho é um pouco dessa parte! Vi-a todas as manhãs quando olhava do meu quarto no Hotel Morgado em Nampula.
Mas, do que mais gostei, foi a o sentir que o poema irradia...
Beijo
Júlio Campos
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