Ao raiar da manhã de cada dia,
Se à minh'alma apetece renascer,
Limito as estremas de agrura e euforia,
Dizendo à dor que não me há-de vencer.
Se ao masoquismo não quero perder,
Não vou ganhar a luta à nostalgia,
Um fardo a carregar em demasia
Que faz meu rosto mais velho parecer.
Levanto-me, caindo a cada passo,
O chão rejeito e humildemente abraço,
Hosanas dando ao trilho por que vou...
Percorro na memória os mais hostis
Caminhos já vencidos, negros, vis,
E sinto-me a heroína que não sou!
IN Poesia que a mágoa tece - 2007
Foto: Paula Raposo
3 comentários:
Gosto muito deste poema, Francília.
Porque eu até acho que nós somos mesmo heroínas!!
Beijinhos.
(...)(...)Levanto-me, caindo a cada passo,
O chão rejeito e humildemente abraço,
Hosanas dando ao trilho por que vou...
Muito bonito este teu poema, Francília!Jhs
Olá Francília
Eu também acho que a Francília é uma heroína, apesar de contrariar no final do poema esse seu heroísmo.
Digo isto apenas baseada no que escreve, como é evidente.
Muitos beijinhos repenicadinhos.
Liliana Josué
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