A noite adormece. Entrega-se ao tempo.
O dia há-de vir quando a noite acordar.
Que sombras-fantasma, receios calados,
Que choros silentes eu grito ao luar...
Em cinzas de lume a lareira se apaga.
Mas guardei-lhe o cheiro da lenha que ardia.
O sono que venha, se apresse e descanse
A minh'alma exangue, carente, vazia...
No céu acontecem vislumbres de prata.
Por detrás do morro adivinha-se a aurora.
Que os raios argênteos me beijem a boca
E que o Sol não tarde mais tarde que a hora...
O fogo escondido liberto apressada.
Sem medo me solto, vestida de nada!
Caxias, 01/09/09
Maria Francília Pinheiro
Há 7 anos
7 comentários:
'Que o sol não tarde mais tarde do que a hora'. Mas tarda...
Muitos beijos.
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"Em cinzas de lume a lareira se apaga.
Mas guardei-lhe o cheiro da lenha que ardia."
Muito lindo! Li os seus poemas e realmente gostei...
Beijos de luz e um FELIZ ANO NOVO, Francília!
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Continua a te soltar desta maneira porque resultou num belo poema !
FELIZ ANO NOVO !
beijinhos
Verdinha
A Paula Raposo tinha razão.
Mando-me cá vir...
Bom Ano para si.
Bjs
Olá amiga Francília
Cá estou eu a ler os seus belos poemas.
Este soneto está delicioso, bem à sua maneira: figuras de estilo, mensagem e tudo o mais.
Um beijo grande
Liliana Josué
Como diria o nosso amigo Zink, muito «cantabile» este soneto! Clap-clap-clap...
... e votos de um 2010 com mais poesia.
Beijos
Faço minhas as palavras do OrCa!
Um bom ano para ti, que nos juntemos e que a poesia não fuja...beijinhos.
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