Verdade é cristalina água das fontes
Que a cantar vai no chão por onde passa;
Verdade são os verdes lá dos montes
Que tornam leve o ar que nos enlaça...
Verdade é maresia ao fim da tarde,
Tarde aquela em que o Sol mais abrasou;
Verdade é puro azeite q'inda arde
Se misturar-lhe água alguém tentou...
Verdade é rio que sobe sem pressas,
E sem mais pressa logo há-de descer;
Verdade não se esconde, pede meças,
Fica onde está, altiva até vencer...
Verdade é o valor maior na hora
Em que à mentira só cabe ir embora!
Caxias, 12/12/09
Maria Francília Pinheiro
Há 7 anos
2 comentários:
Lindo poema!! Estou contente por te ler neste teu espaço!!
Beijinhos.
Acho que é a primeira vez que te visito e comento. E este é o primeiro poema que leio.
E gostei. Para além da métrica e da rima rigorosamente cumpridas, destaco a sonoridade e o conteudo do poema.
Parabéns, temos poetisa...
Um beijo.
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