Quem quiser anos viver
Num oásis do deserto,
Envelhecendo (por certo)
Mas sem do tempo rancor,
Busque alma-gémea de amor
Correndo quanto puder!
É a condição primeira
Para os escolhos vencer;
É sol no milho da eira
Mesmo que teime em chover;
É pão doce sobejado
Na mesa, embora acabado...
E se a lareira se apaga,
Ternurenta mão lhe afaga
Corpo e alma que arrefece;
E, logo, em quentura a dois,
A brasa é fogo e, depois,
Um novo dia acontece...
E cada amanhã traz lume
Mais rico e belo em perfume!
Caxias, 8/02/10
Há 7 anos
1 comentário:
Claro que sim, Francília. Este perfume é maravilhoso!
Muitos beijos.
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